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Reunião define ações para recuperar a Bacia do Rio Corumbataí

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Reunião define ações para recuperar a Bacia do Rio Corumbataí

Ações práticas desenvolvidas pelo município de Rio Claro para a preservação e recuperação do Rio Corumbataí foram temas de reunião na Câmara Municipal. Coordenado pelo vereador Júlio Lopes, o encontro contou com a presença de representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente e Educação, além da Unesp, do Instituto de Proteção Sócio-Ambiental e do DAEE

A atividade agrega o cronograma de trabalho do vereador Júlio Lopes em relação à sua atuação em âmbito regional. “Vereadores de sete cidades da região estão envolvidos neste programa que tem como objetivo a recuperação do rio Corumbataí. Já realizamos a primeira reunião no inicio do mês e foi decidido que cada município iria levantar junto ao poder público de sua cidade propostas para serem apresentadas na segunda reunião regional que acontecerá no dia 17 de maio em Piracicaba. Por isso, convidei representantes de Rio Claro para este encontro. Posteriormente, com as ações definidas das sete cidades iremos levar a discussão aos membros do Comitê das Bacias Hidrográficas dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, o PCJ”, explicou Júlio Lopes.

Após cada participante expor as problemáticas e prejuízos sobre as condições do Rio Corumbataí, duas ações foram definidas pelo grupo: propor aos outros municípios que em conjunto solicitem a Cetesb a licença ambiental para que cada cidade possa realizar serviços de desobstrução e limpeza das margens do rio, e desenvolver um levantamento junto aos proprietários rurais para verificar as opiniões de cada um deles sobre a possibilidade de colaborarem ou com apoio de máquinas ou com medidas que visem a proteção ambiental.

A gravidade das condições do Rio Corumbataí foi ilustrada com imagens da expedição que o vereador participou em março deste ano. O trajeto de aproximadamente 25 quilômetros foi iniciado no município de Corumbataí até a Estação de Tratamento de Água (ETA) em Rio Claro. Em todo o percurso pode-se verificar a degradação do rio e as consequências pela ausência de mata ciliar, o assoreamento por deslize de terra no leito e a vegetação tombada das margens com depósito de lixo doméstico. “É alarmante o que se encontra no rio. Pude visualizar geladeira, garrafas pet, entre outros entulhos. Isto é muito preocupante”, indaga Júlio Lopes.

Sobre as ações que já vêm sendo desenvolvidas em Rio Claro, Raquel Bovo, diretora de meio ambiente da Sepladema, revela que muitas empresas assimilaram a importância da sustentabilidade e preservação do meio ambiente. “Empresários têm entrado em contato com a Sepladema para verificar junto à prefeitura áreas de compensação e estamos informando-os sobre as localidades.”

Tadeu Olivetti, também da Sepladema, observou que é preciso realizar trabalhos de conscientização para esclarecer que a arborização é fundamental para o ciclo que integra o meio ambiente. “Às vezes verificamos que parte da população reluta para que plantem árvores”.

Ele destacou ainda a importância do engajamento das universidades em estudos e pesquisas sobre a recuperação de matas ciliares. Sobre este aspecto Samia Tornisielo, da Unesp, reforçou a valor da participação das universidades e salientou que o comprometimento das unidades acadêmicas existe, porém não é o suficiente. “Percebo também outro fator vulnerável que é a relação com os proprietários rurais. Por exemplo, são disponibilizadas mudas para recuperar matas ciliares, mas quem vai colocar a cerca para que os animais não destrua a plantação? Às vezes os produtores não têm condições de arcar com estes serviços. Por isso, é preciso analisar estas situações.”

Willy Bobbo, gestor ambiental do Daae, reinterou a importância e atuação das universidades e manifestou que é preciso por em prática o que indica os estudos.

Um diagnóstico ambiental feito por meio da Sepladema será realizado e no prazo de seis meses ficará pronto. Essas foram as informações de Miguel Milinski. “Acredito que este estudo possibilitará a busca por recursos nas esferas estadual e federal e este trabalho também inclui a georreferenciamento.”

Waldemar Bobbo, do Instituto de Proteção Sócio-Ambiental, mencionou que o trabalho do vereador Júlio Lopes em âmbito regional pode ser uma ferramenta eficaz para a aplicação de ações na recuperação do rio Corumbataí e sugeriu que se os prefeitos entrarem em acordo uma das primeiras ações poderia ser a mobilização para conseguir a autorização da Cetesb e iniciar o trabalho de desobstrução do rio.

Marineide Martins, da Secretaria de Educação, destaca que a pasta vem aplicando nas escolas a educação ambiental. “Aplicamos atividades que despertem nos alunos o cuidado com o meio ambiente. A secretaria está à disposição para colaborar com este grupo regional que está atento aos problemas do rio Corumbataí.”

A conscientização sobre os graves problemas causados pela degradação do Rio Corumbataí e as consequências a médio e longo prazo precisa ser algo imediato. O vídeo feito a pedido do vereador Júlio Lopes mostra as condições ruins nas quais o rio se encontra e servirá de ferramenta para expor a população sobre atos que comprometam o meio ambiente. Ederon Andrade, da secretaria de Educaçao defende este conceito e ressalta a necessidade de produção de material que atendam a linguagem das crianças e adolescentes. “Existem muitos materiais acadêmicos, com uma linguagem mais complexa, sugiro que possamos trabalhar também com ferramentas mais direcionadas aos jovens.”

O vereador Júlio Lopes informa que está prevista para o próximo mês outra expedição no Rio Corumbataí em ponto diferente ao que esteve.

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