Meio Ambiente

Secretário estadual de Meio Ambiente apresenta discurso prático para revitalizar a Feena

A necessidade de reformas de prédios históricos devido às situações precárias, invasões, incêndios e o problema de contaminação de área foram os temas centrais que marcaram a visita do secretário estadual do Meio Ambiente, Ricardo de Aquino Salles à Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade, a Feena.

Representantes da Prema, empresa responsável pela exploração de madeira na floresta, da Fundação Florestal e do Ministério Público – através dos promotores Gilberto Porto Camargo e Alexandra Facciolli Martins (Gaema-Piracicaba) participaram do encontro. A Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal foi representada pelo vereador Julinho Lopes.

Na primeira parte da reunião, ao ser indagada, a Prema comprometeu-se a encerrar a atividade na Feena até 2019. A empresa adiantou que desde 2013 age na redução de áreas contaminadas conforme relatórios semestrais emitidos pela Cetesb.

A promotora Alexandra Facciolli externou ao secretário de Meio Ambiente que existe a pretensão de se implantar um conjunto habitacional na área que hoje ocupada pela empresa. A representante do Gaema adiantou que no momento não há como abrir tal possibilidade levando-se em conta que na pauta encontra-se a recuperação total da área contaminada.

Problema que gera transtornos e prejuízos ao município, os constantes incêndios também foram abordados no encontro com Ricardo Salles. Para Julinho Lopes, a triste realidade está diretamente ligada à extensão da área da floresta, que vai desde a região do Jardim Conduta até a do São Miguel, e a falta do número suficiente de funcionários para realizar o trabalho necessário. “Os incêndios ocorrem com freqüência reduzindo a área verde desta importante reserva ambiental”, disse o parlamentar.

Salles, que assumiu a pasta há dois meses, concordou com a fala do parlamentar e adiantou aos presentes que constatou a existência de barracos ao sobrevoar a área. “Incêndios e invasões são preocupantes. É preciso buscar soluções o mais rápido possível”, disse o secretário.

 

No encerramento, antes de vistoriar os imóveis, Ricardo Salles defendeu que a Feena tenha destinação cultural e turística, se possível com viés gastronômico com suporte da iniciativa privada. A seu ver, Rio Claro precisa caminhar neste sentido. Abrir à apresentação de propostas, economicamente viáveis, para a partir daí a Secretaria de Meio Ambiente verificar quais são as limitações e traçar um cronograma de ações.

“A Feena está na nossa pauta prioritária de trabalho. Por isso, estou aqui em Rio Claro hoje. Vamos dar seqüência ao trabalho para que os problemas possam ser resolvidos”, disse Salles.

 

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