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Fossa sanitária coletiva transborda agregando mais uma barreira ao problemático Parque Flórida

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A tensão das famílias que compraram lotes, e em alguns casos já construíram suas residências, no Parque Flórida, loteamento localizado nas proximidades da Rodovia Constantino Peruche (SP-316), mais conhecida como vicinal entre Rio Claro e Santa Gertrudes, parece não ter fim.

Fossas coletivas recebem dejetos humanos provenientes de todo o conjunto habitacional devido à falta de ligação da rede de esgoto com a tubulação existente no Jardim Conduta. O problema é que a limpeza destas áreas revela-se insuficiente. Com isso, de acordo com proprietários de casas e lotes, frequentemente as fossas transbordam espalhando o odor de fezes e urina por toda a região.

Diante das reclamações dos moradores, o vereador Júlio Lopes (PP) esteve no Parque Flórida nesta semana onde verificou o problema. As fossas sanitárias, sem tampas, estavam transbordando no momento em que o parlamentar estava no bairro colocando em risco à saúde pública. “Contra fatos não existem argumentos. Este problema é de responsabilidade do responsável pelo loteamento”, afirma o vereador. “Como que lotes à construção de casas são liberados sem o devido afastamento do esgoto”, acrescentou.

Em contato com o morador Loureci Santos, o vereador apurou também que o fornecimento de água é outro problema grave no loteamento. Segundo ele, a água, atualmente, é fornecida pelo Residencial Campos do Conde. “Essa situação não é a correta. Temos de ter a nossa rede de água própria ligada a rede da cidade. O Daae – Departamento Autônomo de Água e Esgoto – deve ser o responsável pelo fornecimento da nossa água e não o Campos do Conde”, comentou Loureci.

Diante do morador, Júlio Lopes recordou-se que o responsável pelo loteamento, em reunião realizada em novembro de 2010, na Secretaria de Planejamento, Desenvolvimento e Meio Ambiente (Sepladema), comprometeu-se a realizar a perfuração de poço autônomo para abastecer o bairro até que a implantação da rede de água fosse realizada. “Infelizmente isso ainda não aconteceu”, frisou o parlamentar.

Fato inusitado que intriga as pessoas que compraram lotes no Parque Flórida se refere ao matagal que toma conta dos terrenos baldios e áreas de uso comum. Segundo eles, a administração municipal não dá suporte algum ao loteamento porém na hora de enviar os carnês do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) a localidade é sempre lembrada.

Proprietários de lotes informam ainda que no Parque Flórida não há serviço do Correios. Todas as pessoas precisam se deslocar até a Avenida 36, no bairro Santana, em Rio Claro, para buscar as suas correspondências. “Isto é um absurdo. Como que para pagar o IPTU eles acham a gente?”, comenta Loureci.

O Parque Flórida enfrenta também problema de telefonia. Os poucos proprietários de lotes que conseguiram linha solicitaram via Santa Gertrudes. Tal fato, cita os entrevistados, cria um impasse já que o bairro pertence a Rio Claro.

Júlio Lopes comenta que os impasses têm como problema principal o local onde o loteamento foi construído. “Parte do Parque Flórida está em cima de um lixão. Com isso, a Cetesb não concede o laudo necessário para a sua regularização. Estamos discutindo este assunto, com o acompanhamento do Ministério Público, desde a legislatura passada”, informa o parlamentar.

O vereador diz ter a informação que os projetos para o afastamento completo do esgoto doméstico, através a interligação da rede, e a implantação correta da rede de água já foram aprovados. “Estes assuntos precisam ser resolvidos pelo responsável pelo loteamento. Não cabe aos proprietários dos lotes e nem a prefeitura arcar com qualquer ônus. Vamos verificar por que os investimentos ainda não foram feitos”, frisou Júlio Lopes.

Na avaliação do parlamentar a incoerência que ocorre nesta região é preocupante. O vereador lembra que enquanto o município faz investimentos para despoluir o Ribeirão Claro, o loteador deixa a fossa sanitária coletiva transbordar projetando dejetos humanos que podem atingir o rio.

Júlio Lopes observa, ainda, que sem as escrituras, ou seja, os proprietários não têm como firmar convênio bancário para viabilizar a construção. “Quem comprou estes lotes está sendo prejudicado de várias formas. O poder público não pode ficar com os braços cruzados”, detalhou o vereador.

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