Notícias

Estação Elevatória de Esgoto ineficaz provoca polêmica

Loteamento Margarete

O afastamento do esgoto de forma adequada se apresenta como barreira intransponível às empresas que se instalaram no Loteamento Industrial Margarete, localizado no Distrito Industrial do município. O saldo deixado pelas instalações físicas inadequadas da Estação Elevatória de Esgoto causa transtornos em diversas frentes. A afirmação é do vereador Júlio Lopes que acompanha o drama dos proprietários, responsáveis e pessoas que trabalham nas empresas situadas naquela localidade.

Em requerimento aprovado por unanimidade pela Câmara Municipal, no final do ano passado, após alertar que o esgoto a céu aberto trata-se de uma triste realidade no Loteamento Industrial Margarete, o parlamentar solicitou apoio da Foz do Brasil no sentido de efetivar o funcionamento da referida estação. No documento, aprovado por unanimidade pelo Legislativo, Júlio Lopes resume as condições da estação elevatória como “inoperante” e “ineficaz”. O parlamentar salienta que a estação encontra-se em área institucional.

Segundo o parlamentar, uma das empresas foi obrigada instalar sensor para detectar a emersão do esgoto e desta forma providenciar imediatamente a limpeza. “Não podemos cruzar os braços diante de uma situação desta. Pagamos mensalmente, seja conta residencial ou industrial, pelo afastamento do esgoto”, afirmou o vereador do PP.

A Foz do Brasil, em resposta ao requerimento de Júlio Lopes, informou que o referido loteamento foi aprovado pelo município anteriormente a vigência do contrato da parceria público-privada, a PPP. A concessionária, que possui amplos conhecimentos no setor, sinalizou ao parlamentar que para a regularização da Estação Elevatória de Esgoto há a necessidade de adequação das instalações físicas. Segundo a empresa, tal adequação só poderá ser realizada após a obtenção da certidão de uso do solo e processo junto à Cetesb (licença de instalação).

Ainda, na resposta ao requerimento de Júlio Lopes, a Foz do Brasil informa este assunto vem sendo conduzido pelo Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae), no sentido da resolução das pendências.

A Foz do Brasil afirma não ter condições de intervir diretamente na estação até que se obtenha as documentações e autorizações citadas pelos agentes responsáveis mas vem efetuando limpeza frequente das redes do local, através de caminhões de limpa fossa.

Para Júlio Lopes, tal situação, de alguma forma, precisa ter um fim. Segundo ele, não é possível que local que concentra número elevado de trabalhadores ainda registre problemas decorrentes do esgoto a céu aberto. “Vamos verificar com o Daae o que está sendo feito para resolver esta questão. Neste loteamento, somente uma empresa conta com mais de 2 mil funcionários. Sem dúvida, os trabalhadores merecem nossa atenção e respeito”, finaliza o vereador.

 

Clique para comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Topo