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VIDAS SECAS NO BONSUCESSO

Temperatura elevada e falta d’agua constante tornam o dia a dia insuportável no Bonsucesso

Acionado por moradores e empresários o vereador Júlio Lopes presenciou o drama vivido pelas pessoas na chamada parte alta do Jardim Bonsucesso. A reclamação ocorre pela falta d’agua, situação que provoca muitos transtornos principalmente nesta época do ano onde a temperatura elevada é uma realidade.

Vanessa Cristina de Matos, que mora no bairro há 20 anos, comenta que a água termina todo dia por volta das 10 horas e o fornecimento é restabelecido apenas no final da noite. “Com esse calor intenso não dá nem para tomar banho”, comenta a vendedora. “É triste enviar as crianças para a escola sem possibilitar a elas um banho”, acrescentou. Segundo Vanessa, mesmo sem água nas torneiras o registro funciona dia e noite por conta da pressão na rede. “A água não chega, mas, a conta vem”, lamentou a moradora para Júlio Lopes.

Luiz Carlos da Silva não entende por que o poder público está anunciando reajuste na tarifa da água se o fornecimento no bairro é totalmente irregular. “Antes de cobrar, a prefeitura precisa resolver o problema. Estamos sofrendo diariamente neste local. Poucas pessoas contam com caixa d’agua. Trata-se de um bairro de famílias humildes”, relatou.

Durvalina Antunes Gonçalves observa que nem nos finais de semana, quando a maioria das mulheres lava roupas, o fornecimento de água é normalizado. “Estamos esquecidos e o pior é que a conta chega sem que possam desfrutar do consumo correto”, apontou.

Para João Batista de Oliveira o que acontece no Jardim Bonsucesso é uma falta de respeito. “Até parece que moramos em um pedaço do sertão. Um município do Estado de São Paulo não deveria apresentar este tipo de problema”, salienta.

O impasse não causa transtornos somente para moradores. Júlio Lopes visitou empresa, que possui 26 funcionários, e os relatos seguiram a mesma rota. “A caixa d’agua existente não dá conta de todo o bairro. Nós, que estamos aqui na parte alta somos os mais prejudicados”, comentou empresário que optou por não se identificar na matéria.

Para o consumo, a empresa compra diariamente cinco galões – de 20 litros cada – e para a utilização de forma geral são quatro caminhões por semana cada um com capacidade de oito mil litros. “Se a gente não desembolsar valores para a compra, de particulares, não temos água nem para funcionar as descargas dos banheiros”, lamenta o empresário em conversa com o vereador Júlio Lopes.

Para Lucas de Souza, que trabalha e mora no bairro, a situação “é um inferno”. Raimundo Oliveira Lopes, que trabalha na mesma empresa, diz que todo dia quando chega do serviço, por volta das 17h20, não tem como tomar banho. “É uma situação deplorável”, frisou.

Júlio Lopes, após ouvir os relatos, passou em frente à placa colocada pela prefeitura onde consta que a obra à implantação da adutora – medida necessária para normalizar o fornecimento de água – teve início em maio do ano passado e deveria terminar em dezembro do mesmo ano. O valor da obra é de R$ 331.648,48. “Contra fatos não existem argumentos. Estamos caminhando para o final de fevereiro de 2013 e a obra não foi concluída. Como vereador, presenciei o drama das pessoas no Bonsucesso o qual será debatido no plenário da Câmara. Alguma media, com urgência, precisa ser tomada. Essas pessoas não podem permanecer neste estado de abandono”, comentou o parlamentar.

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