Água e Esgoto

Superintendente do Daae se reúne na Câmara com vereadores e explica falta de água

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Superintendente do Daae se reúne na Câmara com vereadores e explica falta de água

Rio Claro, 20 de fevereiro de 2014.

O superintendente do Departamento Autônomo de Água e Esgoto de Rio Claro (Daae), Geraldo Pereira, a convite da vereadora Raquel Picelli, esteve na manhã desta quinta-feira (20) na Câmara Municipal de Rio Claro a fim de esclarecer a população a respeito dos problemas de falta de água encontrados em alguns bairros e distritos de Rio Claro.

Laura Nonato possui residência no distrito de Assistência há mais de 30 anos, ao iniciar o debate, relatou aos presentes que a falta de água naquela região é constante e se agrava principalmente aos finais de semana. “Com a instalação da indústria cerâmica, muitos de seus empregados optaram em morar no distrito, dessa forma, com o aumento considerável da população, a falta de água é cada vez mais frequente”, cita a munícipe.

“Sabemos que as caixas d’água foram desenvolvidas para sanar esses problemas, mas ainda não foram concluídas. Precisamos saber quando poderemos contar com elas?”, indagou Laura.

O superintendente Geraldo Pereira confirmou que o aumento populacional é um dos fatores responsáveis pela falta de água e que as construções das caixas d’água irão sanar esse problema.

O vereador Geraldo Voluntário questionou sobre o atraso das obras. O superintendente informou que a empresa responsável foi notificada pela Caixa Econômica Federal e que o prazo se encerra em junho. “O prazo final estipulado pela Caixa é junho deste ano. Se a empresa não entregar a obra neste período ela sofrerá sansões que incluem inclusive a sua impossibilidade de realizar novos serviços financiados por recursos federais”, informou o superintendente.

Geraldo esclareceu que o processo está em sua fase final, já que os testes de solda já foram realizados. Com a certificação das soldas, a pintura das caixas será realizada e a obra entregue. Mas o superintendente alertou sobre outro problema: “estamos com dificuldade para levar a água ao distrito de Assistência e é necessário que a população saiba o motivo. A Colinas, empresa que administra a rodovia SP-127, ainda não autorizou a passagem das adutoras e sem elas, não há como abastecer a região”. O superintendente comentou que ocorreu o mesmo problema com a concessionária Centrovias, responsável pela SP-310, na hora de instalar as adutoras que irão suprir a demanda de água do Bonsucesso/ Novo Wenzel.

Na avaliação do vereador Julio Lopes a obra não será entregue até junho. Segundo ele, a empresa tem o histórico de não cumprir os prazos estabelecidos, pelo menos nesta obra. “Ela não conseguirá interligar a adutora aos reservatórios até junho”. O vereador também questionou a forma como o Daae está gerindo esta situação. “No caso da Centrovias, ela já autorizou a passagem, mas a ligação ainda não foi realizada. O Daae precisa se planejar para que o trabalho seja iniciado imediatamente e que esse mesmo erro não se repita quando a Colinas emitir sua autorização”, cobrou Julio Lopes.

O presidente da Câmara, vereador Agnelo Matos, propôs que um grupo de vereadores se dirija a sede da concessionária Colinas para expor que a população está sendo prejudicada e que é necessário que a autorização do uso de solo saia o quanto antes.

Maria do Carmo Guilherme solicitou que o Daae informe a população a respeito destes problemas. “O Daae pode usar a conta de água para informar e esclarecer a população. Muitas pessoas desconhecem esse problema”, aponta a vereadora.
Raquel Picelli, por sua vez, solicitou ao superintendente que falasse a respeito dos novos hidrômetros e como eles são aferidos. Geraldo Pereira informou que os hidrômetros são aferidos pela Sanasa (Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento S/A), em Campinas, a única da região capacitada pelo Inmetro para realizar tal tarefa. “Em cada lote de hidrômetros recebido, encaminhamos certa quantia a Sanasa para que ela certifique sua aferição”.

O superintendente relatou que o Daae está seguindo o plano de perdas avalizado pelo Consórcio PCJ para conter o desperdício de água e a troca dos hidrômetros faz parte desse contexto. “Os hidrômetros possuem normas específicas que são determinadas pelo Inmetro. A fábrica tem que seguir estas regras de metrologia na fabricação. E como foi dito anteriormente, eles ainda são aferidos para posterior instalação”, concluiu Geraldo Pereira.

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