Meio Ambiente

Risco de diminuição na captação de água e início da estiagem colocam PCJ em alerta, diz Júlio Lopes

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Risco de diminuição na captação de água e início da estiagem colocam PCJ em alerta, diz Júlio Lopes

 “Municípios da região Sudeste precisam, com urgência, reduzir o consumo de água. Não há outra alternativa para evitar racionamento”. O alerta do presidente do Conselho Fiscal do Consórcio PCJ – bacia dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí – Júlio Lopes está alinhado com o estudo do Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo, o DAEE.

Em nota enviada nesta semana à imprensa e entidades que atuam na defesa do meio ambiente, entre elas o Consórcio PCJ, o DAEE externa preocupação com as vazões críticas dos rios da Bacia PCJ, entre eles o Corumbataí que abastece cidades como Rio Claro e Piracicaba.

O DAEE não descarta a possibilidade de emitir portaria para regulamentar a redução das vazões outorgadas na região. Em outras palavras, significa dizer, que as vazões dos rios durante o pico da estiagem não terão capacidade para atender à demanda necessária.

Para Júlio Lopes, a região de Rio Claro caminha na contramão da realidade imposta pela crise hídrica. “O discurso adotado por muitas pessoas, entre elas políticos, que a nossa região está fora da área de risco por ser produtora de água não condiz com a realidade”, aponta.

Para o presidente do Conselho Fiscal do PCJ no caso de Rio Claro a obra da barragem localizada entre o Distrito Industrial e Ajapi precisa ser concluída com urgência. “Verifiquei as condições do Rio Corumbataí nesta semana e posso afirma com todas as letras que não estamos longe de enfrentar problema grave de abastecimento”, sinalizou o parlamentar.

O DAEE consulta usuários representativos para estabelecer quais serão as vazões críticas. As consultas têm ocorrido nas reuniões do Grupo da Crise Hídrica nos Comitês PCJ e do GT-Estiagem. De acordo como departamento, a Bacia PCJ passa por fenômeno climático extremo sem chuvas coloca em risco o abastecimento público, industrial e rural de toda a região.

“A previsão é de que teremos chuvas, com consistência, somente a partir de outubro. Se esta previsão for confirmada vamos conviver com a seca por mais quatro meses. Por isso é que defendo medidas de impacto que possam reduzir o consumo de água a partir de agora”, finaliza Júlio Lopes.

Júlio Lopes acompanha semanalmente as condições do Rio Corumbataí

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