Meio Ambiente

Redução drástica do consumo de água ganha força através do manifesto Salvem o Cantareira

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Redução drástica do consumo de água ganha força através do manifesto Salvem o Cantareira

A crise hídrica que afeta a região Sudeste neste primeiro semestre do ano mobiliza a classe política e entidades. Na última sexta-feira, 25, o Conselho Fiscal do Consórcio PCJ (Bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí), presidido pelo vereador de Rio Claro, Júlio Lopes, realizou o ato denominado Salvem o Cantareira – Água para Todos.

O manifesto aconteceu na Rodovia José Augusto Freire (SP-036), na altura do quilômetro 100,8, entre as cidades de Piracaia e Joanópolis. Neste local situa-se o reservatório Jaguari/Jacareí, o maior do Sistema Cantareira. A área que antes abrigava águas com profundidade de 15 metros de altura, atualmente encontra-se seca e tomada pelo mato.

O evento contou com as participações dos deputados Guilherme Campos, Ana Perugini, Feliciano Filho e Roberto Santiago bem como da prefeita de Piracaia Terezinha das Graças da Silveira Peçanha. Todos os parlamentares discursaram a favor do manifesto assinado por Júlio Lopes que orienta para a redução drástica do consumo de água, preservando, assim, o volume morto do Sistema Cantareira.

Para a prefeitura Terezinha, o racionamento de água não seria necessário se cada pessoa, ciente da crise hídrica que o Sudeste está passando, fizesse a sua parte dentro de casa. “Neste momento não existe bandeira partidária. É preciso a união de forças em busca da solução”, comentou.

Em sua fala, Júlio Lopes observou que as prefeituras precisam cumprir a legislação no que diz respeito ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS Verde. A seu ver, este recurso não pode desaparecer ao cair no caixa dos municípios. “Estes valores precisam ser aplicados no meio ambiente”, disse o presidente do Conselho Fiscal do PCJ ao lembrar que para a recuperação dos mananciais o produtor rural não pode arcar com a conta. “Ele precisa ser ressarcido pelo trabalho de preservação das nascentes”, disse o parlamentar.

No manifesto entregue aos municípios, o PCJ destaca as seguintes reivindicações: declaração de Estado de Calamidade Pública nas questões hídricas para as Bacias Hidrográficas do PCJ e Alto Tietê, com liberação imediata de recursos financeiros, pelos Governos Estaduais, envolvidos e União; a redução drástica do consumo de água, preservando, assim, o volume morto do Sistema Cantareira; incentivos à fabricação de materiais hidráulicos que otimizem o consumo de água; estimular em construções novas e já existentes a implantação de armazenamento de água de chuva e que as Câmara de vereadores das duas bacias hidrográficas envolvidas, criem leis de exigência de construção de cisternas para armazenamento de água pluviais, para novas construções com área igual ou superior a 500 m2, prevenindo, ao mesmo tempo, a ocorrência de enchentes e inundações, a exemplo do município de Rio Claro.

 

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