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Desassoreamento do Lago Azul proposto pelo Legislativo ganha força com frente de trabalho

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Desassoreamento do Lago Azul proposto pelo Legislativo ganha força com frente de trabalho

A recuperação hídrica do Lago Azul está na pauta do município. A pedido do presidente do Conselho Fiscal do Consórcio da Bacia PCJ (rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí) e vice-presidente da Câmara Municipal, Júlio Lopes grupo formado por representantes da administração municipal, Câmara e sociedade civil organizada esteve reunido na última quarta-feira, dia 15, para discutir a recuperação do Lago. O debate foi realizado nas dependências da Secretaria Municipal de Cultura, no Centro Cultural Roberto Palmari.

A Câmara se fez representada por Júlio Lopes e Raquel Picelli, integrantes da Comissão Permanente do Meio Ambiente. Lopes também é autor do projeto que criou no Legislativo a Frente Parlamentar de Recursos Hídricos.

Em vistoria realizada no início deste ano, Júlio Lopes constatou a necessidade emergencial de se retirar o lodo que toma conta de boa parte do Lago Azul. A partir do trabalho feito in loco, o parlamentar esteve reunido com os secretários Rodrigo Mucio, de Obras, e Olga Salomão, de Planejamento e Meio Ambiente. As conversas sinalizaram para a formação de um grupo único composto por representantes de diversos segmentos.

Na reunião no CC, estiveram presentes, além dos vereadores, o superintendente do Departamento Autônomo de Água e Esgoto (Daae), Geraldo Gonçalves Pereira, as diretoras da Sepladema, Raquel Povo e Regina Ferreira da Silva, o secretário de Agricultura, Carlos Alberto de Lucca, José Luiz Timoni que possui ampla experiência no setor, o ex-diretor da Unesp, Antônio Carlos Simões Pião, o administrador do Lago Azul, Francisco Marcucci e representantes das secretarias de Obras, Cultura.

Na abertura dos trabalhos, Raquel Bovo afirmou que o objetivo dos debates é a formatação de projeto de recuperação do Lago Azul o qual será enviado ao prefeito Du Altimari. “Temos três assuntos na pauta: desassoreamento, mortandade de peixes e a utilização do espaço público por ambulantes”, anunciou.

Ciente de que Júlio Lopes defende o desassoreamento, Raquel Bovo revelou esteve com o Professor Chang, da Unesp, na última terça-feira, especialista na área, o qual discordou da medida. “Ele informou que o Lago Azul é uma área de nascente, ou seja, conta com fonte subterrânea”, disse a diretora da Sepladema. “Para o professor da Unesp, a medida para solucionar o problema passa pelo do alto volume de desvio da água que chega ao Lago Azul”, completou.

Júlio Lopes respeitou a opinião do professor da Unesp mas adiantou que a obra para desviar a água do Lago Azul, através da construção de novas galerias, está orçada em R$ 150 milhões. “Temos de trabalhar em cima do que é possível fazer”, disse o parlamentar. “Defendo o desassoreamento para que o Lago Azul possa dar vazão às galerias que estão interligadas nesta grande bacia”, disse o parlamentar ao defender ainda a construção de caixas de contenção para facilitar a limpeza e alternação na comporta, na altura da Avenida 32 para que a qualidade da água não seja comprometida.

Para Raquel Picelli, já que o município não dispõe de recursos para construir as galerias necessárias, o desassoreamento pode ser uma medida paliativa para amenizar o problema enquanto se faz a busca por recursos externos para viabilizar as obras. “Não há outro caminho. É preciso buscar recursos em Brasília através de emendas de deputados federais. Para melhorar a situação, defendo que seja encontrada a melhor maneira para se fazer o desassoreamento”, afirmou.

Geraldo Pereira explicou, inicialmente, que o Lago Azul foi projetado para ser um piscinão. “Aquela área era para ficar seca e não funcionar como um local de diversão”, disse.

Para Geraldo é preciso fazer contato com o Departamento de Águas e Energia Elétrica, o DAEE, para verificar a possibilidade de Rio Claro receber equipamento para fazer o desassoreamento. “Defendo a retirada do lodo para aumentar a capacidade de retenção da água já que o município não dispõe de recursos para construir galerias com o intuito de reduzir o volume de água que chega ao Lago em dias de chuvas intensas”, pontuou.

Com relação às inundações na Avenida Visconde, o superintendente citou que o problema está ligado a uma série de estrangulamentos na galeria, principalmente entre as Ruas 6 e 9. “Com a obra no Inocoop e a retirada de obstáculos na galeria da Visconde a vazão melhorou muito”, disse.

José Luiz Timoni observou a preocupação não deve ser apenas com desassoreamento do Lago Azul. A seu ver, é preciso também verificar também como será feita a disposição final do lodo. “Estamos falando de um volume considerável”, disse.

O grupo voltará a se reunir no próximo mês. No encerramento do encontro, Geraldo Gonçalves observou que para desassorear será preciso secar o Lago Azul. Este trabalho, citou o superintendente, devido a sua complexidade precisará ser feito na época de estiagem.

Forças políticas da cidade unem forças para viabilizar a recuperação do Lago

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