Meio Ambiente

Crise hídrica afeta indústria e queda na produção coloca empregos em risco, alerta Júlio Lopes

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Crise hídrica afeta indústria e queda na produção coloca empregos em risco, alerta Júlio Lopes

A crise hídrica que coloca em risco abastecimento na região Sudeste foi o tema central do seminário Gerenciando a Escassez de Água realizado noCentro das Indústrias do Estado de São Paulo, Ciesp de Campinas. Entre as autoridades presentes estavam o professor Antônio Carlos Zuffo, da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo da Unicamp, Leandro Zanini Santos do Ciesp Americana e Júlio Lopes vice-presidente da Câmara de Rio Claro e presidente do Conselho Fiscal do Consórcio da Bacia PCJ (rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí).

De acordo com Zuffo, por conta dessa escassez de água a indústria já reduziu o consumo em 50%. Para gerenciar o problema, o setor adota medidas para o controle da produção. Para que o quadro não se torne crítico, neste momento, no setor industrial o uso da tecnologia com processos e equipamentos mais eficientes são fundamentais. Mesmo assim, o quadro preocupa.

Para Júlio Lopes, o quadro atual requer atenção por parte de todos. A seu ver, não se pode encarar a crise hídrica somente através do viés do abastecimento de água para o setor residencial. Ele alerta para o risco de desemprego, em índice alarmante, bem como para a alta nos preços de produtos oriundos da agricultura.

“Já temos informações em Rio Claro e região que o setor industrial está concedendo férias coletivas em alguns casos e em outros demissões já foram efetivadas”, disse o representante co Consórcio PCJ e da Câmara local. “Se a crise hídrica se estender por muito mais tempo, teremos um quadro difícil no que diz respeito à manutenção do emprego”, apontou.

Outro aspecto abordado por Júlio Lopes refere-se a alta nos preços dos produtos. Segundo o parlamentar, a falta de chuvas afeta com gravidade a produção no setor agrícola. Com o gado perdendo peso a cada dia por conta da vegetação massacrada pela seca e as plantações em situações delicadas, ele avalia que em pouco tempo este quadro vai refletir no bolso do consumidor. “Neste caso, não estamos falando apenas do fornecimento de água para o uso pessoal. Sem água para manter o ciclo produtivo das plantações vamos ter de arcar com alta nos preços de verduras e legumes. Com o gado perdendo peso, teremos também alta no preço do leito. Isso só para exemplificar o quadro que se desenha”, finalizou o vereador.

Ciesp Campinas realiza seminário para debater efeitos da escassez da água no Estado

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