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Água: cidades estão à beira de um colapso

Água: cidades estão à beira de um colapso

Assim como em outras regiões do Estado, as cidades da região de Rio Claro estão à beira de um colapso em relação à água. A vazão dos rios está muito abaixo do normal e algumas cidades já começaram rodízio no abastecimento

O rio Piracicaba está agonizando, registrando a vazão mais baixa dos últimos 50 anos, segundo informações do Consórcio PCJ (Comitê das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí).

As cidades da Região Metropolitana de Campinas (RMC) já estão se preparando para racionar o fornecimento nos próximos dez dias. Se o consumo continuar elevado e não chover, a maior parte dos 19 municípios vai seguir Valinhos e Vinhedo, que já iniciaram o rodízio esta semana. 

Piracicaba

Durante o mês de janeiro, choveu apenas 68 milímetros, sendo que a média histórica é de 335 milímetros para este período. Em medição feita às 7h desta terça-feira (04), a vazão era de 19,3 metros cúbicos por segundo e o nível era de 0,99 metro.

Segundo Luiz Roberto Moretti, diretor do Daee e secretário-executivo do PCJ, desde 1964 não se via uma vazão tão baixa. Para ele, a situação é bastante preocupante e exige cuidados da parte de quem utiliza a água das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí.

“Devem utilizar a água com racionalidade, evitando o desperdício. É uma situação atípica, anormal. Se não tivermos a reposição do regime normal de chuvas, poderemos ter problemas muito sérios quando chegarmos ao meio do ano”, alerta Moretti, se referindo à época da estiagem.

Uso racional

“Se não fizermos uso racional, teremos de racionar e assim a situação fica mais complicada”, enfatiza. E a previsão de chuvas para mudar esse cenário não é nada animadora. De acordo com o professor do Departamento de Engenharia e Biossistemas (LEB) da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), Fábio Marin, deve começar a chover timidamente só daqui a uma semana.

“E a previsão aponta 2 milímetros por hora, cerca de 15mm a 20 mm por dia. É algo que não resolve a situação para o rio”, observa ele. Mas fazer previsões exatas dez dias à frente é uma tarefa difícil, avisa.

Clique AQUI e confira reportagem do Grupo RAC, no portal IG Paulista, que percorreu alguns trechos do Rio Piracicaba, do salto até a Ponte do Morato. 

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